segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Agressividade por dominância


É habitual que cada vez mais os animais de companhia sejam vistos como mais um membro família. Mas isso não deve significar deixar de tratar um cão como um cão, isto é, sem o humanizarmos excessivamente, não será por isso que se gosta menos deles. É importante criar regras de obediência e limites, tal como se faz nas crianças!
A agressividade por dominância nos cães é um dos problemas comportamentais mais frequentes, com o qual nos deparamos no dia-a-dia (de prática clínica e não só), mas infelizmente não tem sido visto pelos proprietários como um problema real que pode ter solução e tratamento. É encarado muitas vezes como o “feitio” do cão e nos cães de pequeno porte até é muitas vezes tido como um comportamento “engraçado”. A maior parte das vezes, a ajuda do Médico Veterinário só é pedida em situação de desespero, quando já aconteceu algo mais grave.
Há certos tipos de manifestações de agressividade que não fazem do cão um animal agressivo tais como a manipulação em caso de dor ou na defesa da invasão do seu território (apropriadamente).
A maior parte das agressões caninas a humanos deve-se a casos de agressividade por dominância, sendo esses cães maioritariamente machos.
Há algumas coisas que podemos fazer para prevenir o aparecimento da agressividade por dominância, tais como:
·         Deixar que haja uma boa sociabilização: primeiro com a mãe e eventuais irmãos, ou seja, nunca desmamar antes das 8 semanas, depois com outros cães e outras pessoas (importante desde cedo o contacto com crianças), sujeitá-lo a diferentes estímulos (como viagens de carro, etc.).

·         Desde sempre não permitir comportamentos indesejados (por exemplo, não permitir que suba para um sofá, se no futuro não vamos querer que o faça).

·        Repreender sempre que necessário, fazê-lo com voz firme e apenas quando apanhado em flagrante.

·         Mexer na comida ou num brinquedo, não permitindo comportamento agressivo (para ajudar a estabelecer a hierarquia correcta).

·         Não deixar o alimento disponível todo o dia, nem partilhar a comida com ele.

·         Interagir diariamente com o cão e, muito importante, permitir-lhe exercício suficiente.

·         Aprendizagem de regras básicas de obediência logo aos 3 a 4 meses, claro que em períodos pequenos mas várias vezes por dia, aumentando o período de tempo a partir dos 5 meses. Durante estes exercícios brincar com o animal e não esquecer a recompensa aquando da obediência dessas regras básicas (elogios e festas são suficientes).
Quando estes métodos falharem ou não tiverem sido aplicados na altura certa e verificar que o seu cão está a demonstrar agressividade por dominância, antes de haver danos, tente o tratamento com o seu Médico Veterinário (tratamento esse que nem sempre passa por medicação ou mesmo que assim seja não é feito só de fármacos).
São sinais de agressividade por dominância rosnar e/ou tentar morder quando:
·         Se lhe tira algum brinquedo;

·         Se mexe na comida ou recipientes da comida;

·         Se olha fixamente para ele;

·         Se passa junto dele quando brinca com algum brinquedo;

·         Se aborda enquanto dorme ou descansa;

·         Se manipula (acariciar, escovar, pegar ao colo, mexer na boca, etc.);

·         Se repreende ou se contraria.

sábado, 20 de outubro de 2012

Encontro dos Amigos da Animalvet


No dia 28 de Outubro de 2012, pelas 14 horas, vai-se realizar o Encontro dos Amigos da Animalvet.
Convidamos os nossos amigos a estarem presentes com os seus animais ou mesmo sem eles.
Agradecemos que se inscrevam directamente na clínica ou através do nosso endereço de e-mail: animalvet@sapo.pt.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

III Cãominhada do Concelho da Guarda

Dia 16 de Setembro de 2012 realiza-se a 3ª Cãominhada do concelho da Guarda.

Para mais informações e inscrição consulte aqui.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Golpe de calor no cão

Com a chegada do Verão, pode acontecer com frequência o golpe de calor.
Os cães possuem muito poucas glândulas sudoríparas em comparação com o Homem, por isso, aquilo que os cães suam pelas almofadinhas plantares não chega para regularem a sua temperatura corporal em caso de calor exagerado.
Os cães usam a sua respiração de forma mais rápida e de língua de fora (arfar) para perder calor.

Deve ter muito cuidado no carro, se for mesmo necessário deixar o animal dentro do carro estacionado, mesmo por pouco tempo que seja, deve deixá-lo à sombra e com as janelas de modo a estar suficientemente arejado e que impessa o animal de saltar para fora. Evite fazê-lo, faça-o só em caso de extrema necessidade, pois dentro do carro estacionado podem chegar a estar 50ºC!
No caso das viagens manter o carro também arejado e parar várias vezes para dar água ao seu cão.
Certifique-se que no local onde o animal está instalado (casa, jardim, canil, garagem, etc.) existe um espaço onde esteja fresco e haja uma sombra.
Em relação a passeios e brincadeiras, escolha as alturas mais frescas do dia (pela manhã ou ao entardecer); se ao brincar notar que o seu cão já está a arfar demasiado páre de brincar pois eles fazem tudo para agradar aos donos e na euforia da brincadeira "esquecem-se" de que se estão a esforçar demasiado.
Não se esqueça de que o seu animal deve ter sempre água fresca disponível e nos meses mais quentes bebe mais, como tal é importante verificar isso com maior frequência.

terça-feira, 20 de março de 2012

Processionária (Lagarta do pinheiro)



Os meses entre Fevereiro e Maio são normalmente os mais perigosos para o contacto com a lagarta processionária que é extremamente perigosa para as pessoas e para os animais.

É nesta altura que geralmente a lagarta desce dos pinheiros em filas ordenadas (vindo em “procissão”).

O perigo da lagarta não reside só em tocar-lhe, pois quando se deslocam libertam pequenos pêlos urticantes que provocam alergias severas ao nível da pele, olhos e vias respiratórias.

Os cães são os animais mais afectados por esta praga, isso acontece porque esta lagarta tem um odor que agrada aos animais e que leva a que as cheirem e muitas vezes as abocanhem. Podem ficar gravemente feridos e, se não forem imediatamente tratados podem inclusivamente morrer.

A situação mais grave acontece quando um cão ou um gato abocanham uma lagarta, o que leva inevitavelmente à morte e apodrecimento dos tecidos da língua.

A única forma de prevenção é evitar os locais onde existam pinheiros de qualquer espécie.

Em caso de dúvida, leve de imediato o seu animal ao veterinário.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Festas Felizes com a Animalvet



Mais uma vez cá estamos para desejar a todos Festas Felizes!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Novo logótipo

Resolvemos actualizar a nossa imagem de marca: este é o nosso novo logótipo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia do Animal

Mais uma vez se comemora o dia do animal (que é também é o dia do Veterinário).
Desta vez a nossa sugestão de leitura é este dicionário, para melhor entendermos os nossos cães! Existe também a versão Português - Gato Gato Português.

terça-feira, 24 de maio de 2011

GPS para localizar animais de estimação

Já existe a possibilidade de localizar o seu animal de estimação através de GPS em tempo real, colocando um dispositivo na coleira.
Embora o preço não seja ainda uma vantagem, mas é uma segurança que poderá vir a compensar.
Para mais informações consulte este site.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Intoxicação por Paracetamol nos gatos

Nunca medique o seu animal de estimação sem consultar primeiro o seu veterinário. Medicações que sejam até bastante seguras nas pessoas podem ser muito perigosas nos animais.
Por exemplo, o Paracetamol (muito usado nas gripes e constipações nos humanos) pode ser extremamente tóxico para os gatos, chegando mesmo a poder causar a morte.
Os gatos têm um metabolismo hepático diferente das pessoas, como tal, quando o paracetamol é metabolizado no fígado do gato vai produzir um produto tóxico, que vai causar danos nos glóbulos vermelhos e no fígado. Enquanto que nos humanos e outros animais o paracetamol pode tornar-se tóxico apenas em casos de dose elevada ou utilização por longos períodos de tempo.
A intoxicação por paracetamol pode ser tratada se se iniciar o tratamento atempadamente, antes de haver sinais clínicos e dependendo da gravidade das lesões que já haja no fígado no momento.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Boas Festas com a Animalvet!

Votos de Festas Felizes de toda a equipa da Clínica Veterinária Animalvet.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A dor no cão

A Associação Internacional para o estudo da dor define a DOR como sendo uma sensação desagradável a uma experiência emocional em resposta a uma agressão tecidular real ou potencial.

Nos animais esta definição pode ser completada das seguintes formas:

A dor é uma experiência sensorial adversa causada por uma ameaça real ou potencial que provoca reacções motrizes e vegetativas protectoras, conduzindo a aprendizagem de um comportamento preventivo da dor e que pode modificar o comportamento específico da espécie, incluindo o comportamento social.

Existem dois tipos de dor: física e psíquica. Em relação há intensidade ela pode variar de ligeira a intensa dependendo do tipo de afecção que lhe está subjacente (aguda, crónica, pós-operatória). Pode estar localizada interna ou externamente.

Como se pode saber se o cão está em sofrimento?

É comum dizer-se que os cães "sofrem em silêncio". No entanto, e apesar da linguagem que uitiliza para exprimir a dor ser mais elementar, mas discreta, e de alguma forma, mais secreta, do que a que nós, humanos, o cão exprime-se através de um certo número de reacções que é preciso conhecer bem para compreender o seu significado.
No cão, a dor é exteriorizada através de posturas mímicas e diversas formas de vocalização (ganidos, gemidos, uivos). As vocalizações são mais frequentes quando se trata de uma dor de origem externa (pancada, atropelamento, etc.) e só se manifestam de forma expontânea, em situações graves de origem interna.
Quaisquer que sejam as manifestações de dor, estas serão uma ajuda preciosa no diagnóstico de inúmeras afecções, dado que frequentemente, este será o primeiro, e por vezes, único sintoma da sua existência.
Assim, é conveniente dar atenção a alguns comportamentos que podem significar presença de dor, como sejam:
  • Alteração de hábitos: agitação ou prostração, tremores, resistência a levantar-se, orelhas baixas, cauda baixa, micções descontroladas, emagrecimento acentuado.
  • Mímica facial: o olhar, movimentos rápidos da língua.

  • Mímica gestual: abanar violento e constante das orelhas, coçar as orelhas, movimentos rápidos dos membros anteriores em direcção à boca, coçar e morder em qualquer parte do corpo, reacções de defesa, agressividade, mastigação difícil, recusa à palpação.

  • Mímica postural: adopção de posturas incorrectas, prostração, levantar difícil ou coxeira permanente.

  • Manifestações cardio-respiratórias: respiração difícil, frequência respiratória aumentada, frequência cardíaca aumentada.

  • Manifestações secretoras: lacrimejamento, excesso de saliva.

  • Manifestações psíquicas: o animal passa muito rapidamente de um estado depressivo para um estado agressivo, inaptência, insónias (dores agudas), desgosto em viver (dores crónicas) podendo levar à morte.

Dor psíquica no cão

A dor psíquica não é um privilégio do Homem. O cão também se ressente psiquicamente e por vezes de forma intensa e duradoura.

Este tipo de dor pode ser:

- De curta duração e manifestar-se através de reacções de grande excitabilidade durante períodos de hospitalização ou de ausência dos donos.

- Ou subsistir durante longos períodos de tempo no caso de morte dos donos, ou de abandono ou de estadas prolongadas em canis, podendo traduzir-se em prostração, melancolia, falta de apetite, recusa em viver e em casos extremos, podendo mesmo conduzir à morte.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Reportagem da Cãominhada 2010


Aqui ficam algumas fotografias que apresentam o momento da chegada ao Parque Urbano do Rio Diz dos participantes da 2ª Cãominhada da Guarda, no dia 19 de Setembro de 2010.
Uma manhã bem passada, onde todos os participantes se portaram à altura e também se divertiram.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

II Cãominhada da Cidade da Guarda

Irá acontecer no próximo dia 19 de Setembro a 2ª Cãominhada do Concelho da Guarda, integrada na Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de Setembro de 2010).
Para mais informações e inscrições consultar o programa no site da Câmara Municipal da Guarda.
Além do passeio haverá outras actividades e almoço para os participantes.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Luna

O seguinte artigo mostra sentimentos que muitas vezes só são conhecidos por quem tem um animal de estimação.
"Os animais de estimação aparecem, por vezes, sem estarmos à sua espera e entram-nos pela vida familiar adentro. Quando morrem deixam uma sensação de perda grande. Se tem um animalde estimação vai compreender as linhas que se seguem, se não arranje um, cão, de preferência.
Há muitos anos, lá no meu bairro, vivia uma senhora de idade que tinha um cão de companhia velhinho e de pequeno porte. Um dia, como é inevitável, morreu. A senhora chorou a sua morte como se se tratasse de um ente querido. Nós, putos de bairro e da rua, insensíveis à sua dor, gozámos com a situação, porque eramos imaturos e não a compreendíamos.
Até há uns anos fazia-me confusão constatar que donos de cães, envergando ainda pijamas e respectivos robes, se davam ao trabalho de, bem cedo, se deslocarem à rua para que os seus canídeos pudessem aliviar-se na relva, no empedrado ou contra um poste. Dizia para mim próprio que nunca iria fazê-lo e que era preciso ter uma pachorra enorme para alguém se dar ao trabalho de sair do quente da caminha para ir para a rua, apanhar frio, enquanto espera que um animal se dê ao trabalho de fazer o que tem a fazer. Não podia estar mais enganado!
Há cerca de seis anos ofereceram-me uma cadela cruzada de Rottweiler com Labrador, um quase rafeiro, portanto, que revelou desde o início uma grande inteligência, para um cão, bem como sensibilidade e perspicácia para os estados de espírito dos membros da casa. Desde logo me elegeu como chefe da matilha, o lobo-alfa (porque é assim que os nossos cães nos vêem - elegem o líder, se este se impuser, e os restantes membros da família são vistos como mais um da matilha) e passou a acompanhar-me para todo o lado. Dotada de uma personalidade muito dócil, típica dos Labrador, reagia aos meus humores. Recordo que o seu pecado favorito era aliviar-se no relvado que tanto trabalho me dá. Quando isso acontecia, ao chegar a casa eu sabia-o de imediato, porque a Luna, moita-carrasco, ficava impávida e sorrindo-me timidamente (sim, porque os cães também sorriem!), abdicava de vir a correr ao meu encontro e eu sabia, de imediato, que tinha feito asneira.
Nunca tive muita paciência para lhe ensinar muitas coisas, mas ela aprendia muito rápido, pelo que a trela foi um acessório que raramente utilizei. Acompanhava-me sempre quando andava a pé, de bicicleta ou mesmo atrás do jipe, por esses caminhos rurais que começam a escassear. Abrandava quando o cansaço a atacava, mas nunca desistia, estoicamente chegava, sempre.
Sem nos apercebermos, a Luna passou a fazer parte da família e das rotinas diárias. Ir à rua, comer (adorava os petiscos a que os humanos chamamos restos), brincar ou partilhar no alpendre um pôr-do-sol de Verão connosco, eram verdadeiros prazeres para ela.
Há cerca de três anos surgiu-lhe uma doença endémica desta região - a Leishmaniose - que é incurável. Controlá-la foi difícil. O abate, fora de questão. Aceitou corajosamente as quarenta injecções e melhorou. Partilhou connosco estes três anos. Resolveu deixar-nos na passagem para 2010. Lutou pela vida, lutámos com ela e por ela. Não resistiu, desistiu e desistimos. Deixámo-la ir. Deixou um vazio enorme em casa. Estamos a recomeçar, para ajudar arranjei mais uma alienígena, uma Canis Familiaris negra como a noite, louca, feliz e também inteligente, veio tentar colmatar o vazio deixado pela outra. A sua graça é Luna."

Por José Carlos Lopes in jornal O Interior

quinta-feira, 11 de março de 2010

Seguros de Saúde

Tal como acontece na Medicina Humana, também na Medicina Veterinária têm surgido ao longo dos últimos anos, Seguros de Saúde para Animais de Companhia. São seguros que cobrem despesas médicas, cirúrgicas, medicamentos e alguns cobrem ainda despesas de alimentação. Estes seguros funcionam quer no regime de prestações directas de serviços quer por reembolso da despesa ao proprietário, dependendo do tipo de seguro e companhia contratados.
Não vamos através deste artigo publicitar ou citar o nome de companhias de seguros ou de outras entidades que comercializem estes produtos, pretendemos apenas alertar para a sua existência.
Este tipo de produtos são uma mais-valia para os proprietários de animais de companhia na hora em que acontece um acidente ou doença que implica despesas avultadas para tratar o seu animal, pois sabemos que em alguns destes casos, e por falta de condições financeiras dos proprietários, a eutanásia é uma solução adoptada por não haver outra alternativa.
Na hora de contratar um seguro de saúde é importante comparar custo/benefício, as anuidades dos diferentes seguros e o tipo de coberturas que cada um tem (é importante ter em conta o valor anual máximo de cobertura, o tipo de serviços que cobre, se cobre medicamentos e outros produtos farmacêuticos necessários durante o tratamento, entre outros).
Para além dos Seguros de Saúde existem também no mercado Seguros de Responsabilidade Cívil (Obrigatórios para Cães de Raças Perigosas e Potencialmente Perigosas) que também livram os donos de algumas dores de cabeça na hora em que o seu animal de estimação provoca danos a terceiros.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!


Aos nossos amigos e clientes, desejamos um Feliz Natal!!!
Este ano, deixamos-vos com a visão dos gatos da árvore de Natal.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Francisquinha

A Francisquinha era uma cadela de rua, certamente conhecida de muitos de vós, que deambulava na zona do Jardim José de Lemos, na Guarda.
Agora, a Francisquinha foi adoptada e vive feliz no Porto. Mas antes, ela passou algum tempo na nossa companhia, pois após a esterilização ainda esteve cerca de 3 semanas na Animalvet, até a dona terminar os últimos preparativos para a receber.
Aqui está um exemplo de adopção responsável!!!



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Obrigada Tuxa

Foram 14 anos e 114 dias na tua companhia! Foste amiga, companheira e fiel. Deixaste um vazio nas nossas vidas, que jamais será preenchido. Estarás para sempre no nosso coração e nas nossas recordações, pois foste a “nossa menina”, aquela que nos dava todo o amor e carinho incondicional, que partilhava os nossos momentos de alegria e nos arrancava um sorriso nos momentos difíceis.
Mais uma vez, OBRIGADA por teres feito parte da nossa família!
PS: OBRIGADA às amigas e colegas Ana Cristina, Joana, Isabel e Marta que nos apoiaram e mimaram até ao último minuto. Sem a vossa amizade e sem o vosso profissionalismo estes últimos momentos e decisões teriam sido ainda mais difíceis de suportar.

Maria João Beirão

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Perda de penas nos papagaios


Tal como nós temos uma preocupação e vaidade com o nosso aspecto físico e saúde da nossa pele e cabelo, também as aves são extremamente vaidosas e caprichosas com as suas penas. Pelo facto de o corpo das aves ser revestido por penas, e não por pêlos, a pele das aves necessita de cuidados diferentes da pele dos mamíferos, facto que os proprietários por vezes desconhecem. Por outro lado, e devido ao facto de a maioria das aves de estimação não se encontrar no seu habitat natural, estas ficam mais expostas a stress ambiental e alterações comportamentais que originam perda excessiva de penas e doenças de pele. Entre as aves, aquelas que são mais sensíveis e susceptíveis de sofrer este tipo de patologias são os papagaios.

Ao longo deste artigo pretende-se alertar o proprietário para este tipo de problemas e ajudá-lo a alterar comportamentos errados, para que o seu animal de estimação seja feliz e saudável.

Quais são então as principais causas de perca de penas excessiva?

1. - Causas médicas
• Alergias
• Parasitismo (externo e interno)
• Problemas ambientais
• Doenças metabólicas / sistémicas (ex. hipotiroidismo, doenças hepáticas)
• Toxicidade por chumbo ou zinco
• Infecções (Psitacose, Foliculite/Pulpite, Polifuliculite , Inf. Fúngicas, Inf. Vírais)
• Dermatite ulcerativa crónica
• Causas genéticas
• Má nutrição (Hipovitaminose A)

2. - Causas psicológicas
• Procura de atenção por parte do proprietário
• Aborrecimento
• Ansiedade por separação
• Stress
• Confinamento
• Alterações no meio envolvente
• Bicar excessivo das penas
• Agressividade ou frustração sexual (por exemplo, deter um casal de aves no mesmo espaço, mas em jaulas separadas)
• Comportamento compulsivo (ex. bicar-se excessivamente pois sabe que dessa forma o proprietário lhe vai prestar atenção)

3. - Mau corte das penas

4. - Traumatismos.


Para evitar este tipo de problemas o proprietário deve seguir as seguintes regras:

- Se o papagaio passa a maior parte do dia sozinho, enquanto os donos estão a trabalhar, deve considerar-se procurar um novo local para a ave, pelo menos durante esse período de tempo;

- Fornecer uma dieta equilibrada constituída por: ração ou dieta húmida com mistura de arroz, vegetais e sementes (ex. milho, vegetais muito coloridos que são fonte muito rica em vitamina A). Atenção: misturar vitaminas em pó na dieta dos papagaios não é uma boa solução;

- Se possível, colocar o pássaro durante um certo período do dia, no exterior;

- Melhorar o meio ambiente onde a ave se insere: não fumar, evitar um ambiente demasiado seco, que não tenha luz solar directa, nem luz do dia excessiva;

- Borrifar-lhe o corpo todos os dias com água morna, ou permitir-lhe o acesso ao banho (a maioria dos papagaios adora tomar banho);

- Permitir-lhe estar fora da jaula o máximo de tempo possível (afinal quem não gosta de liberdade?!);

- Enriquecimento ambiental, isto é: não esquecer que os papagaios têm a idade mental de uma criança de 4 anos e, por isso, não deveriam ser fechados numa jaula pequena e ignorados durante todo o dia. Por isso é importante estimulá-los mentalmente, por exemplo, escolher 12 jogos diferentes mas apenas jogar 4 de cada vez e ir alternando de 3 em 3 dias. Esse jogos podem dividir-se em: escalada, puzzles, brinquedos para morder.

Deixamos então, aqui, algumas dicas que esperamos que sejam úteis para ajudar donos e aves a alterarem o seu dia-a-dia de forma a viverem mais felizes e em harmonia. Afinal um dos objectivos de ter um animal de estimação é termos mais uma companhia em casa a quem nós damos atenção, afecto e mimos, e que nos ajuda a abstrair dos problemas e stress do dia-a-dia. Mas se esse animal não estiver saudável e feliz nós também não poderemos estar, pois o seu bem-estar depende inteiramente de nós.